Por que eu invento de pensar !?

Pensar sempre dói. Pensar sozinho dói ainda mais. Sendo impossível fugir de tal suplício mental, faço este Blog para não remoer solitário. Que seja instrumento para produzir e organizar melhor as idéias. Que motive a dura e, às vezes, solitária rotina de estudo e trabalho, a qual separa nossa utopia da realidade tão desejada. Que sirva para registrar e partilhar um pouco daquilo que eu faço, penso e sinto. Que reflita uma parte daquilo que eu sou e luto cotidianamente para ser.

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domingo, maio 28, 2006

Em Sampa, na Virada Cultural 2006

Atenção para a sessão
Por que eu invento de viajar!?

Missão São Paulo




Depois da violência, o reinado da cultura. São Paulo virou a noite na rua, do sábado para domingo, dia 21/05. Em vários palcos espalhados por todas as regiões da cidade, nas ruas da região do centro, nos museus, teatros, estabelecimentos culturais, bares e parques, rolou muita música, dança, teatro, exposições, literatura, saraus e cinema, em 24 horas de programação ininterrupta. O metrô acompanhou o ritmo e não parou nesta noite. Pudemos, então, aproveitar todo escasso tempo que tínhamos e amanhecemos "no meio do mundo" para tomar café-da-manhã numa padaria em plena av. Paulista. Estávamos "destruídos", mas dispostos a continuar a maratona.




No Parque do Ipiranga ficou um dos principais palcos. E nós estivemos por lá...


... deitados na grama, curtindo o frio, um vinho ( ou seria suco de uva ? ) e, no palco, a boa música: dos clássicos executados pela Osesp ao som do Luiz Melodia.





E quem pensava que Maracatu era coisa de pernambucano se enganou. Os paulistanos não re-editam o carnaval de Olinda, mas... Nesta noite, bem que deu pra matar a saudade do que acontece naquelas ladeiras durante o reinado de momo.


A Pinacoteca do Estado foi um dos muitos lugares que realizou programação especial durante a Virada Cultural 2006 , permanecendo aberta e com entrada franca por 24h. Passamos umas boas horas por lá, mas, acho que só uma semama inteira e olhe lá, para desvendar e apreciar sua riqueza com toda calma e paciência.

quinta-feira, maio 25, 2006

Uma cidade sobre trilhos...

Num emaranhado de trilhos, de trem ou de metrô, transporta-se o paulistano. Na superfície ou no subsolo, formado por uma fantástica rede de túneis, milhões de almas, vidas e histórias circulam diariamente numa afobação bastante peculiar. Expressões, relações, aspectos, situações e tipos humanos numa riqueza de variedade tão imensa nos inspiram a pensar:

Estação.
Trem, trilho.
Multidão.
A paulicéia corre. Espera.
Sobe, desce.
Vastidão.

O pé atravessa o vazio.
O vagão entra no túnel.
A face está distante.
Velocidade.
Cidade.
Solidão.

A fila. O bilhete.
A pressa. A escada.
Outra escada.
O beijo inesperado.
A surpresa. Diversidade.
Viva a cidade!

A mão no ferro gelado,
Segura o corpo cansado.
A mochila nas costas.
O olhar absorto.
O trabalho. O lar. A família.
O tempo. O retorno.

A faixa amarela.
A fome. O bolo devorado,
No vagão agitado, apertado.
Limitado.
A porta agressiva fechada.
O recosto.

A dúvida.
O mapa. A rua. O entorno.
As linhas. As cores.
O destino. O caminho.
A Luz. A saída. O solo.
O Arranha-céu. A Consolação.

A selva. A cidade.
Túnel, Trem, Trilho. Multidão.
Velocidade. Pressa. Turbilhão.
Diversidade. Possibilidade.
Vivacidade. Estação.

quarta-feira, maio 24, 2006

Museu da Língua Portuguesa - Estação da Luz


A Língua Portuguesa agora tem uma casa Hight-Tec. Construído no prédio da Estação da Luz que era nosso destino, vindo 3o minutos no trem de São Caetano até pegar a integração com o Metrô. Ali, numa tarde inesquecível, descobrimos que a palavra, além de história e significado, tem forma, som, cor e movimento. Encanta e emociona.

A experiência na praça das palavras que o diga. É um daqueles espetáculos que remexem o coração desavisado, como o agricultor remexe a terra seca e areja, e aduba o terreno, preparando-o para o plantio. Junte poesia, imagem, som, e alta tecnologia de projeção para criar um planetário diferente o suficiente para tirar lágrimas dos mais sensíveis.

Logo no primeiro piso visitamos a exposição sobre a obra "Grande Sertão: Veredas" do Guimarães Rosa. Seguimos sete trilhas que ligadas aos personagens do livro ou a aspectos importantes do texto, nos fazem viajar pelo inusitado e pela graça dos versos do autor.

Lê-se poesia em tonéis de água com o auxílio de espelhos, em paredes de tijolos no chão, em instalações que somente permitem a leitura quando observadas de determinados pontos, em painéis que descem do teto. A atmosfera tem luz, som, cor e testura produzidas a fim de que possamos sentir, cheirar, ouvir, ver e tocar o sertão e as palavras do escritor.

Antes de chegar à praça das palavras, podemos ver um telão com mais de 100 metros que mostra a presença da língua portuguesa em vários aspectos da cultura nacional. Chama atenção a qualidade da edição dos filmes que podemos assistir sentados em banquinhos encostados na parede, como se estivéssemos esperando um trem na estação. Sincronia perfeita de imagens projetadas por mais de uma dezena de projetores, provavelmente integrados por computador.

Ainda brincamos feito criança no "Beco das Palavras", tentando juntar prefixos, sufixos, radicais e desinências a fim de formar palavras e desvendar seus significados, sua história e evolução.

Pena que não se pôde fotografar.

Café-da-manhã no Mercado Central de São Paulo





O Mercado Municipal Paulistano foi construído para substituir o mercado velho que ficava na rua 25 de Março. Em 1924, com o crescimento da cidade, foi aprovada uma lei autorizando a construção de um novo mercado municipal. O Mercado Central, como ele é conhecido, talvez tenha sido o último daqueles grandes edifícios que a partir do final do século XIX foram erguidos para que a cidade de São Paulo consolidasse sua imagem de “Metrópole do Café”. A execução dos vitrais foi entregue ao artista russo Conrado Sorgenicht Filho.

Recentemente reformado é um excelente lugar para conhecer os famosos: sanduíche de mortadela ( 500g de mortadela no pão francês! ) e pastel com caldo-de-cana dos paulistanos, além de podermos provar muitas frutas exóticas, em bancas que enchem os olhos dos visitantes com o seu colorido e organização e limpeza.



Não consigo lembrar o nome dessa fruta, só lembro que era de origem africana e que Paulinho se encantou por ela ( Lembrei! é Pitaia) resolvendo pagar exatos R$ 13 reais para que a gente pudesse experimentar. O sabor é muito parecido, e aparência também, com o nosso fruto do Xique-xique, só que em proporções absurdas. Alguém aí aceita um pouco de Pitaia?



O Cunhadão, Augusto - que nos recebeu com tanto carinho - e a maninha. Tão apaixonados que é lindo de se ver!
As postagens dessa viagem estão apenas começando. Não dá pra fazer tudo de uma tacada só. Aguardem novidades nas próximas horas.

terça-feira, maio 09, 2006

A música é, realmente, o alimento da alma.

Viva o MADA! Sábado ( 06/05) debaixo daquela chuva toda, ao lado dos meus grandes amigos, em número de arrastão ( risos ), senti a alegria e a energia da vida, numa intensidade que há muito não sentia.

Da casa de Helinho no Tirol, para a arena do Festival na via costeira, foram 18 pessoas em 3 carros, Mãe Luiza a dentro, com direito a parada de abastecimento no AM PM perto da Escola Doméstica. Vitinho, colocado de isca na Blitz, escuta:

- Cidadão, isso é infração, cidadão!
Mas, era dia de festa e a autoridade libera nosso amigo, sem perceber que depois dele, passam mais dois motoristas infratores, Paulinho Weston e Helinho Miguel.

Já no Imirá, Mary Popins, a sombrinha vermelha de babadinho, que tentava abrigar "os 18 embriagados do forte" e mais alguns agregados, só serviu mesmo para marcar a presença delirante da "galera" no meio da multidão. Era impossível se perder do grupo.

Boa música dos anos 80, tempo em que fui adolescente. Nando Reis e Biquini Cavadão. O arrepio dava na alma. Pulei e gritei feito menino apaixonado ao som de Camila, Camila e Carta aos missionários.

Entrei no túnel do tempo. Parecendo sentir o cheiro dos sagadinhos trazidos pelas meninas nas "festas americanas" que rolavam entre a juventude da década em que se brincava de Playmobil em casa e de bandeirinha pelas ruas tranqüilas de Natal.

Marista encomenda trabalho para SeuCultura filmes

"Uma marca minha vida": pesquisa, gravação e edição em tempo recorde. É o primeiro passo para um trabalho de pesquisa mais amplo sobre a atuação Marista nas terras de Poti.

A equipe ( João do outro lado da lente) no apartamento do senador Garibaldi Alves, esperando para gravar.

Produção esclarecendo o senador sobre o vídeo


A entrevista seguiu descontraída


Notem a presença discreta de João no making off

segunda-feira, maio 08, 2006

Em Florânia: rolou gravação de documentário...




Com patrocínio do BNB cultural:

Florânia, 230 km de Natal, encravada na belíssima região do Seridó, terra potiguar, é lugar de uma expressão da religiosidade popular que vai nos convidar a perguntar, "Com quantas ave-marias se faz uma santa?"






Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão ...


Filmando no paraíso ou quando chove no sertão...

E o Celtinha virou carro de reportagem. Foi buscar a informação no meio da caatinga verde:


Os imprevistos...

Rolou uma nova reportagem...

Tem gente pensando e fazendo diferente
*Por George Diniz


Você está às vésperas de concluir a faculdade, mas a restrição de vagas no mercado de trabalho é um fantasma que anda tirando seu sono? Saiba que a queda no número de empregos é um fenômeno mundial. Fruto de uma nova organização social do trabalho e, principalmente, do surgimento veloz de novas tecnologias de produção.

Pelo mundo os países buscam flexibilizar as leis trabalhistas na tentativa de amenizar o problema. Recentemente os jovens franceses lutaram nas ruas contra um modelo de lei que julgaram prejudicial aos seus interesses. Para espanto e horror do mundo neoliberal obtiveram êxito, mas isso nem de longe assegura alguma solução para o problema.

Será que o emprego é a única saída para quem está concluindo um curso de nível superior?

Alguns jovens, no Brasil e em terras potiguares, estão conseguindo se liberar de posturas conformistas e preparam um salto em direção à autonomia financeira, à satisfação pessoal e à qualidade de vida. Demonstram-se cansados de organizações que não sabem valorizar sua capacidade criativa e nem conseguem mobilizar suas aptidões. Estão dispostos a lançar-se na aventura de abrir seus próprios negócios.

Para navegar pelos mares do empreendedorismo é necessário superar a mentalidade de que uma minoria eleita nasceria com esse dom. Foi o que fez João Rodrigo Costa Souza, 20 anos, recém admitido no curso de Comunicação Social da UFRN e principiante no ramo de produção cultural em Natal. “Já no ensino médio tive a sorte de ser apresentado de forma lúdica e atrativa a uma quantidade de informações sobre empreendedorismo que me fizeram enxergar outros caminhos. Esse foi um marco. Outro aconteceu, agora, no período de faculdade quando conheci pessoas com as mesmas necessidades e sonhos que o mercado não é capaz de oferecer”.

O que João Rodrigo afirma como sonhos que o mercado de trabalho tradicional não é capaz de realizar é a possibilidade de produzir com dignidade e feliz, integrado numa empresa que espelhe novos valores, novas formas de gestão, principalmente humana. “Quando eu percebi que talvez não houvesse por perto o lugar que eu queria para trabalhar, comecei a pensar em como criar esse lugar. Um espaço no qual pudesse, também, ajudar aos outros”. A responsabilidade social é, aliás, uma das características das organizações imaginadas por esses jovens empreendedores.

Acontece que para criar a empresa dos seus sonhos o João e muitos outros jovens brasileiros necessitam de capacitação. E, para esse fim, as escolas de nível médio e superior têm importância fundamental. A maioria das instituições de ensino continua a formar empregados sem capacidade criativa. Cuidam, apenas, em moldar um profissional limitado. “Radialismo é o meu segundo curso aqui na UFRN, cursei história até o terceiro semestre. A universidade me ajudou com os livros que peguei na biblioteca e com um professor que incentivava o empreendedorismo nas suas aulas. Mas, não consegui perceber nada no projeto pedagógico dos cursos, até agora, que pudesse me favorecer nisso”, explica João Rodrigo.

Devido ao despreparo dos novos empresários, as estatísticas do SEBRAE demonstram que, nada menos de 50% dos empreendimentos recentes no país fecharam suas portas em menos de um ano. Daqueles que conseguiram manter-se por mais de doze meses, somente 20% sobreviveram por mais cinco anos.

Segundo Fernando Dolabela, professor de empreendedorismo na UFMG, as pequenas empresas constituem a principal fonte de empregos e são responsáveis, em muitos países, por mais de 50% do PIB, além de gerarem o maior volume de exportações e inovações tecnológicas. Informações que tornam mais desastrosas as estatísticas do SEBRAE.

E se a saída econômica para o país é o crescimento econômico, por que o ensino de empreendedorismo parece ficar restrito, quando muito, apenas a alguns cursos como administração? Boa pergunta para fazermos aos nossos governantes na campanha política deste ano.

Para Anderson Luis, 22 anos, que conclui administração no final deste ano, e se prepara para abrir um bar temático na capital potiguar, a faculdade foi decisiva na hora de mudar os planos para sua carreira profissional. “Na UFRN, o curso é mais voltado para quem quer montar seu próprio negócio. Eu acabei sendo direcionado pela universidade para ser empresário. Antes de entrar pensava em pegar o canudo e ser empregado de uma grande empresa, agora não quero mais isso”.

Atualmente, Anderson está preparando o plano de negócio da sua futura empresa e explica que seu curso o capacitou para isso de diversas maneiras. “Além de disciplinas específicas como Empreendedorismo e Plano de Negócio, o conteúdo de outras matérias é dado com enfoque na preparação para abertura da própria empresa. Os professores falam com se a gente sempre fosse abrir um negócio”.

O professor Fernando Dolabela explica que a maioria dos fracassos na abertura de negócios registrada pelo SEBRAE acontece porque os empresários não realizam com competência, ou simplesmente não realizam, o que Anderson foi orientado e capacitado para fazer agora, antes da abertura do seu bar temático. Um projeto que contempla o estudo do mercado em que pretende atuar, planejamento e descrição detalhada da empresa, no intuito de minimizar os riscos do negócio.

É pouco comum ouvir jovens como Kaliany Gurgel estudante de Turismo da UNP, falando sobre custo financeiro, pesquisa de mercado, qualidade dos fornecedores com a mesma desenvoltura em que conta como foi a balada da noite anterior. Filha de empresário, Kaliany diz que desde os 15 anos tem vontade de ter o próprio negócio. Aos 22 anos já teve a oportunidade de trabalhar na elaboração de vários planos de negócios e prepara agora o seu. “Se eu preciso me sustentar por que não fazer isso trabalhando na minha própria empresa? Vai me trazer muito mais felicidade e segurança!”.

Kaliany, Anderson e João são exemplos de jovens que começam a despertar para outros caminhos, alternativos ao mercado de trabalho convencional. Pensam diferente da maioria dos seus amigos, porque estão aprendendo a ver e a aproveitar oportunidades, onde os outros só enxergam pessimismo. Querem ter um trabalho capaz de aliar felicidade, qualidade de vida e responsabilidade social. Eles representam, no Brasil e aqui no Estado, uma mudança de mentalidade que vem provocando uma revolução silenciosa ao redor do mundo.

Muito tempo se passou...

... até que eu pudesse postar neste espaço outra vez. Muita coisa aconteceu. A vida parece que me pregou uma peça e o dia foi insufieciente para tanta coisa nova, tanto trabalho. Mas, estou de volta por aqui registrando os acontecimentos mais importantes do passado e do presente.