Por que eu invento de pensar !?

Pensar sempre dói. Pensar sozinho dói ainda mais. Sendo impossível fugir de tal suplício mental, faço este Blog para não remoer solitário. Que seja instrumento para produzir e organizar melhor as idéias. Que motive a dura e, às vezes, solitária rotina de estudo e trabalho, a qual separa nossa utopia da realidade tão desejada. Que sirva para registrar e partilhar um pouco daquilo que eu faço, penso e sinto. Que reflita uma parte daquilo que eu sou e luto cotidianamente para ser.

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segunda-feira, setembro 17, 2007

Intertextualidade pernambucana
De Gilberto a Nóbrega: Chegança
Sou Pataxó, sou Xavante e Cariri,
Ianonami, sou TupiGuarani, sou Carajá.
Sou Pancararu,Carijó, Tupinajé,
Potiguar, sou Caeté,Ful-ni-o, Tupinambá.
Depois que os mares dividiram os continentes quis ver terras diferentes.
Eu pensei: "vou procurar um mundo novo, lá depois do horizonte, levo a rede balançante pra no sol me espreguiçar".
Eu atraquei num porto muito seguro, céu azul, paz e ar puro... botei as pernas pro ar.
Logo sonhei que estava no paraíso, onde nem era preciso dormir para se sonhar. Mas de repente me acordei com a surpresa:uma esquadra portuguesa veio na praia atracar.
De grande-nau, um branco de barba escura, vestindo uma armadurame apontou pra me pegar.
E assustado dei um pulo da rede, pressenti a fome, a sede, eu pensei: "vão me acabar". Me levantei de borduna já na mão. Ai, senti no coração, o Brasil vai começar.
Sou Pataxó, sou Xavante e Cariri,
Ianonami, sou TupiGuarani, sou Carajá.
Sou Pancararu,Carijó, Tupinajé,
Potiguar, sou Caeté,Ful-ni-o, Tupinambá.