Por que eu invento de pensar !?

Pensar sempre dói. Pensar sozinho dói ainda mais. Sendo impossível fugir de tal suplício mental, faço este Blog para não remoer solitário. Que seja instrumento para produzir e organizar melhor as idéias. Que motive a dura e, às vezes, solitária rotina de estudo e trabalho, a qual separa nossa utopia da realidade tão desejada. Que sirva para registrar e partilhar um pouco daquilo que eu faço, penso e sinto. Que reflita uma parte daquilo que eu sou e luto cotidianamente para ser.

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quarta-feira, maio 24, 2006

Museu da Língua Portuguesa - Estação da Luz


A Língua Portuguesa agora tem uma casa Hight-Tec. Construído no prédio da Estação da Luz que era nosso destino, vindo 3o minutos no trem de São Caetano até pegar a integração com o Metrô. Ali, numa tarde inesquecível, descobrimos que a palavra, além de história e significado, tem forma, som, cor e movimento. Encanta e emociona.

A experiência na praça das palavras que o diga. É um daqueles espetáculos que remexem o coração desavisado, como o agricultor remexe a terra seca e areja, e aduba o terreno, preparando-o para o plantio. Junte poesia, imagem, som, e alta tecnologia de projeção para criar um planetário diferente o suficiente para tirar lágrimas dos mais sensíveis.

Logo no primeiro piso visitamos a exposição sobre a obra "Grande Sertão: Veredas" do Guimarães Rosa. Seguimos sete trilhas que ligadas aos personagens do livro ou a aspectos importantes do texto, nos fazem viajar pelo inusitado e pela graça dos versos do autor.

Lê-se poesia em tonéis de água com o auxílio de espelhos, em paredes de tijolos no chão, em instalações que somente permitem a leitura quando observadas de determinados pontos, em painéis que descem do teto. A atmosfera tem luz, som, cor e testura produzidas a fim de que possamos sentir, cheirar, ouvir, ver e tocar o sertão e as palavras do escritor.

Antes de chegar à praça das palavras, podemos ver um telão com mais de 100 metros que mostra a presença da língua portuguesa em vários aspectos da cultura nacional. Chama atenção a qualidade da edição dos filmes que podemos assistir sentados em banquinhos encostados na parede, como se estivéssemos esperando um trem na estação. Sincronia perfeita de imagens projetadas por mais de uma dezena de projetores, provavelmente integrados por computador.

Ainda brincamos feito criança no "Beco das Palavras", tentando juntar prefixos, sufixos, radicais e desinências a fim de formar palavras e desvendar seus significados, sua história e evolução.

Pena que não se pôde fotografar.