Por que eu invento de pensar !?

Pensar sempre dói. Pensar sozinho dói ainda mais. Sendo impossível fugir de tal suplício mental, faço este Blog para não remoer solitário. Que seja instrumento para produzir e organizar melhor as idéias. Que motive a dura e, às vezes, solitária rotina de estudo e trabalho, a qual separa nossa utopia da realidade tão desejada. Que sirva para registrar e partilhar um pouco daquilo que eu faço, penso e sinto. Que reflita uma parte daquilo que eu sou e luto cotidianamente para ser.

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quinta-feira, maio 25, 2006

Uma cidade sobre trilhos...

Num emaranhado de trilhos, de trem ou de metrô, transporta-se o paulistano. Na superfície ou no subsolo, formado por uma fantástica rede de túneis, milhões de almas, vidas e histórias circulam diariamente numa afobação bastante peculiar. Expressões, relações, aspectos, situações e tipos humanos numa riqueza de variedade tão imensa nos inspiram a pensar:

Estação.
Trem, trilho.
Multidão.
A paulicéia corre. Espera.
Sobe, desce.
Vastidão.

O pé atravessa o vazio.
O vagão entra no túnel.
A face está distante.
Velocidade.
Cidade.
Solidão.

A fila. O bilhete.
A pressa. A escada.
Outra escada.
O beijo inesperado.
A surpresa. Diversidade.
Viva a cidade!

A mão no ferro gelado,
Segura o corpo cansado.
A mochila nas costas.
O olhar absorto.
O trabalho. O lar. A família.
O tempo. O retorno.

A faixa amarela.
A fome. O bolo devorado,
No vagão agitado, apertado.
Limitado.
A porta agressiva fechada.
O recosto.

A dúvida.
O mapa. A rua. O entorno.
As linhas. As cores.
O destino. O caminho.
A Luz. A saída. O solo.
O Arranha-céu. A Consolação.

A selva. A cidade.
Túnel, Trem, Trilho. Multidão.
Velocidade. Pressa. Turbilhão.
Diversidade. Possibilidade.
Vivacidade. Estação.