Por que eu invento de pensar !?

Pensar sempre dói. Pensar sozinho dói ainda mais. Sendo impossível fugir de tal suplício mental, faço este Blog para não remoer solitário. Que seja instrumento para produzir e organizar melhor as idéias. Que motive a dura e, às vezes, solitária rotina de estudo e trabalho, a qual separa nossa utopia da realidade tão desejada. Que sirva para registrar e partilhar um pouco daquilo que eu faço, penso e sinto. Que reflita uma parte daquilo que eu sou e luto cotidianamente para ser.

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terça-feira, abril 11, 2006

Vou ler Raquel de Queiroz, deitado na cama, até adormecer mais cedo hoje. Porém, antes...

... por que eu invento de pensar!?

Tem este fichamento do livro de Gastaldi aí em baixo. Nele fica registrado algo à respeito da evolução do ambiente econômico. O autor considera o ambiente, na atualidade, como o espaço onde a agressividade, o nomadismo e a usurpação das sociedades primitivas cede lugar para as trocas que se manifestam como contrato amigável.

Caro professor Gastaldi, a pergunta não quer calar. Tem certeza que o capitalismo em sua fase conteporânea não assume posturas agressivas e usurpadoras, em sua fome incessante pelo lucro?
Será que a maioria das relações no comércio internacional, realizadas entre os países ricos e os periféricos do capitalismo, são realizadas em bases que poderíamos chamar de amigáveis?


A invasão do Iraque pelos americanos não está sendo uma forma de usurpação da riqueza daquele povo? Muy amigos!

Ah! Já ia esquecendo de revelar o segredo do século. O exército americano entrou em Bagdá distribuindo flores pelas ruas, sem usar de nenhuma agresssividade. Aquilo que vimos, ao vivo, pela TV era tudo encenação. Estratégia audaciosa do civilizado mundo capitalista para botar medo em quem se insubordinar possa.

Desculpem o sarcasmo. Não consegui resistir.

Na verdade, o ambiente econômico, onde se processam os atos e fenômenos do capitalismo contemporâneo, evoluiu para ser palco de mais elaboradas, dissimuladas e poderosas formas de agressividade e usurpação, nas trocas realizas entre os bens e serviços disponibilizados ou não no mercado mundial.

É a neobarbárie, institucionalizada, caros amigo! Realizada sob a proteção do Estado, de suas instituições, de suas leis e aparatos ideológicos.

Tá vendo!

Não sei por que eu invento de pensar!?

Boa noite!

Economia Política

Ambiente econômico

  • Espaço dentro do qual se sucedem os fatos econômicos, sob o império de leis naturais, mas controláveis pelo homem. Os bens, as utilidades e as riquezas, em seu conjunto, representam esse ambiente.

Curso econômico

  • Fluxo forçado e contínuo de bens e riquezas, que partem da produção e terminam no consumo. Os recursos disponíveis, a tecnologia, os instrumentos facilitadores da transformação dos recursos e a satisfação das necessidades humanas compõem o curso.
  1. No cenário perene das trocas e intercâmbios que ocorre na atualidade, o valor dos bens e serviços deriva da comparação entre eles, da escassez ou da raridade. A moeda é o denominador comum e medida desse valor.
  2. Todavia esse ambiente evoluiu paralelamente à evolução da humanidade e das suas necessidades. Passando de território onde se vivenciava a agressividade, o nomadismo e a usurpação para o lugar no qual as trocas se manifestam, enfim, como contrato amigável.

A economia como ciência

Como ciência a econômia política foi fundada pela Escola Fisiocrata, na França ( 1726-1776). Com ela surgiu o naturalismo econômico, enunciando as primeiras leis da economia. Adam Smith, na Inglaterra, é considerado o fundador.

  • Na vida mais simples das primeiras sociedades os fatos econômicos e as suas conseqüências ainda estavam subordinados à religião, à etica, à moral ou à política, não oferecendo, portanto, molde para preocupação ou investigação de natureza científica.
  • Com o despertar do mundo moderno isso continuou inicialmente a ocorrer. Apesar de já produzir e trocar bens e serviços objetivando vantagens recíprocas, as relações de causa e efeito entre os fenômenos econômicos não mereciam análises e investigações.
  • A partir do séc. XVI ( 1600 ) , entretanto, ocorre:
  1. Expensão dos mercados até então obedientes às normas restritivas do feudalismo em relação ao consumo e à produção,
  2. Sensível ampliação na produção de bens e prestação de serviços,
  3. Multiplicavam-se as relações e o intercâmbio comercial entre os povos,
  4. Novas profissões surgiam,
  5. Acentuava-se a divisão do trabalho,
  6. O capitalismo nascia sob a modalidade comercial,
  7. Aperfeiçoamento dos títulos de crédito,
  8. Surgimento dos estabelecimentos bancários de alcance e jurisdição continental e mundial,
  9. Financiamento de grandes companhias de exploração de terras recém-descobertas,
  10. Multiplicação das vias de transporte terrestre,
  11. Surgimento da navegação de longo curso,
  12. Novas técnicas de produção.
    Nascia uma nova economia que passou a revestir-se de roupagens de ciência da administração do Estado e da nação. Estado que nascia, neste séc. XVI, com características absolutistas alavancando a preocupação com a análise das relações entre os fatos e os fenômenos econômicos e a enunciação das leis econômicas delas resultantes.

Extra! Extra! Tecnologia espacial mais moderna do mundo é feita no Brasil

Se o Marcos Pontes soubesse disso nem precisava ter gastado US$ 10 milhoes dos cofres públicos. Bastava ter pedido uma carona no foguete do Tonheta. Garanto que ele não ia cobrar nada. E a tecnologia é muito mais avançada que a russa e a americana juntas. Muito mais que uma nave, para além de uma Estação Espacial em órbita da Terra. Trata-se de uma verdadeira colônia brasileira errante pelo universo. Viajar nesse foguete teria sido uma experiência muito mais enriquecedora para o Programa Espacial Brasileiro. Aqui está a prova de que jogamos dinheiro fora com essa viagem do Marcos Pontes. Vejam só:

Meu Foguete Brasileiro
Antonio Nóbrega

Eu fiz um foguete de andar pelo espaço,
Igual um que eu vi pela televisão:
Não sei se era coisa da frança ou japão,
Mas basta ver gringo fazer, eu já faço!...
Mandei buscar logo cem chapas de aço,
Latão, alumínio, ferro de soldar;
Dez mil arrebites para reforçar
A parte de fora da infra-estrutura:
Cem metros de longo, trinta de largura,
E dez de galope voando no ar.
Botei no foguete diversas antenas
Para captar raios infravermelhos.
Na parte de cima, um sistema de espelhos
Que amplia as imagens de estrelas pequenas.
Motores na popa que servem apenas
Pra tudo aquecer, e pra refrigerar.
Movidos a pura energia solar
Tem computadores, tvs virtuais:
Mil inteligências artificiais
Que cantam galope, voando no ar!
Maior do que tudo é a parte cargueira
Que leva produtos de exportação:
Tem saca de açúcar, tonel de carvão,
Baú de café, tora de madeira.
Tem pano de lenço, tem palha de esteira,
Xampu, querosene, bebida de bar,
Rede de dormir, colchão de deitar,
Cueca de seda, calcinha de renda...
Achando quem compre, não tem quem não venda,
Cantando galope e voando no ar!
Merece destaque o setor de varejo,
Com mercadorias de boa saída:
Barraca de praia, caixa de bebida,
Ganzá, cavaquinho, tantã, realejo...
Lagosta, siri, corda de caranguejo,
Tem carne de sol e tem frutos do mar;
Cordão de ceroula, produtos do lar,
Catálogo novo, preço de primeira:
Daqui do país, só não vendo a bandeira
Que vai hasteada, voando no ar...
Criei, no foguete, diversos setores:
Indústria, comércio, serviços, lazer.
Fazendas de soja pra dar de comer
Aos meus tripulantes e navegadores.
Conjuntos de vilas pros trabalhadores
E até "piscinão" com água do mar;
Meu grande foguete é obra sem-par,
Maior do que a china, melhor que o japão,
Tão belo de ver que parece o sertão
Cantando galope, e voando no ar...
Depois de sentado no meu tamborete,
Puxei a lavanca, pisei no pedal,
Subi pro espaço com força total,
Fazendo tremer o motor do foguete.
Passei bem por cima do empire state,
Da torre eiffel, e do palomar;
E vi pela tela se distanciar
A mancha azulada do nosso planeta...
Pensei: "minha nossa! aqui vai Tonheta,
Cantando galope, e voando no ar!"
Fiz logo uma escala no chão marciano,
Vendi rapadura, comprei tungstênio,
Enchi os meus tanques de oxigênio,
Parti outra vez no começo do ano.
Passei por saturno, passei por urano,
Cheguei lá no fim do sistema solar;
Desci em plutão, tomei banho de mar,
Botei gasolina comum e azul,
Segui com destino ao cruzeiro do sul,
Cantando galope e voando no ar!...
Foi tanta viagem, foi tanta aventura,
Foi tanta demanda, foi tanta odisséia...
Eu posso jurar à distinta platéia
Que tudo isso foi a verdade mais pura.T
ambém teve um pouco de literatura,
História inventada para relaxar;
Mas eu que não minto não quero falar,
E o resto eu só conto aqui pra você
No próximo show, ou em outro cd,
Cantando galope e voando no ar...

Clipando e cantando...

Minha alma cultural é pernambucana.
Tem como não se emocionar escutando isso?

Carrossel do Destino
Antonio Nóbrega


Composição: Antonio Nóbrega e Bráulio Tavares

Deixo os versos que escrevi,
As cantigas que cantei,
Cinco ou seis coisas que eu sei
E um milhão que eu esqueci.
Deixo este mundo daqui,
Selva com lei de cassino;
Vou renascer num menino,
Num país além do mar...
Licença, que eu vou rodar
No carrossel do destino.
Enquanto eu puder viver
Tudo o que o coração sente,
O tempo estará presente
Passando sem resistir.
Na hora que eu for partir
Para as nuvens do divino,
Que a viola seja o sino
Tocando pra me guiar...
Licença,que eu vou rodar
No carrossel do destino.
Romances e epopéias
Me pedindo pra brotar
E eu tangendo devagar
A boiada das idéias.
Sempre em busca das colméias
Onde brota o mel mais fino,
E um só verso, pequenino,
Mas que mereça ficar...
Licença,que eu vou rodar
No carrossel do destino.

Aproveitando da "Chegança" de Nóbrega

Sou Pataxó,
sou Xavante e Cariri,
Ianonami, sou Tupi
Guarani, sou Carajá.
Sou Pancararu,
Carijó, Tupinajé,
Potiguar, sou Caeté,
Ful-ni-o, Tupinambá.

"Neste dia que começa invoco a força dos meus antepassados guerreiros e a força dos 600 milhões de litros de glicose, para saciar a fome insana desse meu juízo em mais uma jornada intelectiva"

E agora vamos começar a clipar que já são 5h45. Já ouvi o barulho do jornaleiro lançando as notícias contra à porta da garagem. Quais serão as novas da província hoje?

segunda-feira, abril 10, 2006

Já passa da meia-noite...

É hora de relaxar...
Agradecer a "Papai do Céu" por mais um dia.
E, nessas horas, porque eu invento de pensar!?

Penso, agora, que além de agradecer pelo dia, eu gostaria de pedir.
Pedir, como alertou o texto "cuidar", postado ainda hoje.
Que eu seja capaz de cuidar bem de mim e daqueles que estão à minha volta.
Que tenha força para tomar a responsabilidade do meu próprio destino.
Que eu possa lembrar sempre: apesar de tudo que tenham provocado na minha história, agora, eu é quem sou o senhor dela. E tenho autonomia para fazer o presente do qual decorrerá o futuro.

Amém.

História das Sociedades Americanas

O comércio mundial floresce à custa da América

1. Movimento de independência das áreas coloniais americanas.
  • Período: Final do séc. XVIII e início do XIX ( 1775 - 1825 )
  • Causas:
  • Crise geral da sociedade européia,
  • Conflito de forças econômicas e sociais,
  • Luta de classes:

Nobreza feudal que defendia a ampla utilização das terras e a servidão da mão-de-obra camponesa.

---- versus -----

Burguesia, sobretudo a manufatureira que dominava o capital industrial, que defendia a liberação de capital e mão-de-obra, com a finalidade de incrementar a atividade industrial e transformar os trabalhadores em operários assalariados.

2. Situação da burguesia nas metrópoles européias no período citado:

  • Inglaterra: a burguesia era a classe dominante desde o início do séc. XVIII, onde seus interesses se articularam com os do Estado Liberal, fazendo-se ouvir as primeiras vozes a defender as liberdades de produção, de comércio, navegação e abolição do tráfico de escravos.
  • França: embora houvesse um setor importante da burguesia mercantil, a classe feudal era dominante no Estado absolutista. Para derrubá-la do poder foi necessário fazer uma revolução.
  • Países ibéricos: estrutura predominantemente feudal. O pouco significativo setor mercantil dependia do Estado.

3. Características das colônias européias nas américas:

  • Colônias inglesas setentrionais e centrais - colônias de povoamento:
  1. ocupadas por pequenas e médias propriedades,
  2. produziam, principalmente para o consumo local,
  3. presença de pequenas indústrias e atividades extrativas ( madeira ) e pesqueiras, não tendo praticamente vínculos de dependência com a metrópole,
  4. intensa vida intelecutal nos centros urbanos do litoral,
  5. beneficiadas pela política inglesa de Negligência Salutar.
  • Colônias inglesas do sul- colônias de exploração:
  1. agricultura extensiva e de exportação ( tabaco, algodão ),
  2. classe de grandes propietários rurais,
  3. trabalho de numerosa mão-de-obra escrava,
  4. processo de independência conduzido pela burguesia do norte - capitalista ( Nova Inglaterra ),
  5. aristocracia rural muito ligada economicamente à Inglaterra e contrária à independência.
  • Colônias francesas, portuguesas e espanholas em seu aspecto geral:
  1. predominantemente monocultoras e de trabalho escravo.
  • Colônias espanholas:
  1. estrutura social mais complexa que as áreas de escravidão negra,
  2. cargos de dirigentes do aparelho do Estado ( administração, Justiça, Exército e Igreja): ocupados por elementos metropolitanos,
  3. classe que controlava os meios de produção ( terras e minas ) ou compunham a burguesia mercantil de ideologia liberal: criollos - brancos nascidos na América,
  4. Produtores independentes (artesãos) e assalariados urbanos: mestiços,
  5. campesinato das grandes propriedades rurais ou trabalhadores das minas: a massa indígena,
  6. sistema de encomienda predominante à escravidão negra.

Take care for a better world ...

Isto foi publicado na Tribuna do Norte de domingo, 9:

Texo pequeno. Simples de entender, né?
Nem tão simples assim...


Pensar sempre dói

Pensar sozinho dói mais ainda. Por isso estou começando esse blog, para não pensar solitário. Para encontrar a motivação diária de remar contra à maré. Encontrar outros "empreendedores de si mesmo" e com ajuda deles vencer as correntes - externas ou internas - que nos impedem de realizar a metamorfose.
Que este espaço seja uma arma para organizar e produzir melhor as idéias. Para motivar essa dura e solitária rotina de estudo. Para registrar um pouco daquilo que eu sou, que penso, que quero ser. Um pouco, também, do que e faço no decorrer do dia.
É possível, ainda, que crie uma linha em perspectiva capaz de revelar, no futuro, meu crescimento intelectual, espiritual e humano. Ou não...! ( risos) Um espelho através do qual possa me enchergar e reconhecer com autenticidade aquilo que tenho de melhor e, também, os limites que devem ser superados.
Declaro aberta a temporada de registro e troca de idéias.
George Diniz