Vou ler Raquel de Queiroz, deitado na cama, até adormecer mais cedo hoje. Porém, antes...
... por que eu invento de pensar!?
Tem este fichamento do livro de Gastaldi aí em baixo. Nele fica registrado algo à respeito da evolução do ambiente econômico. O autor considera o ambiente, na atualidade, como o espaço onde a agressividade, o nomadismo e a usurpação das sociedades primitivas cede lugar para as trocas que se manifestam como contrato amigável. Caro professor Gastaldi, a pergunta não quer calar. Tem certeza que o capitalismo em sua fase conteporânea não assume posturas agressivas e usurpadoras, em sua fome incessante pelo lucro? Será que a maioria das relações no comércio internacional, realizadas entre os países ricos e os periféricos do capitalismo, são realizadas em bases que poderíamos chamar de amigáveis?
A invasão do Iraque pelos americanos não está sendo uma forma de usurpação da riqueza daquele povo? Muy amigos!
Ah! Já ia esquecendo de revelar o segredo do século. O exército americano entrou em Bagdá distribuindo flores pelas ruas, sem usar de nenhuma agresssividade. Aquilo que vimos, ao vivo, pela TV era tudo encenação. Estratégia audaciosa do civilizado mundo capitalista para botar medo em quem se insubordinar possa.
Desculpem o sarcasmo. Não consegui resistir.
Na verdade, o ambiente econômico, onde se processam os atos e fenômenos do capitalismo contemporâneo, evoluiu para ser palco de mais elaboradas, dissimuladas e poderosas formas de agressividade e usurpação, nas trocas realizas entre os bens e serviços disponibilizados ou não no mercado mundial.
É a neobarbárie, institucionalizada, caros amigo! Realizada sob a proteção do Estado, de suas instituições, de suas leis e aparatos ideológicos.
Tá vendo!
Não sei por que eu invento de pensar!?
Boa noite!

