Por que eu invento de pensar !?

Pensar sempre dói. Pensar sozinho dói ainda mais. Sendo impossível fugir de tal suplício mental, faço este Blog para não remoer solitário. Que seja instrumento para produzir e organizar melhor as idéias. Que motive a dura e, às vezes, solitária rotina de estudo e trabalho, a qual separa nossa utopia da realidade tão desejada. Que sirva para registrar e partilhar um pouco daquilo que eu faço, penso e sinto. Que reflita uma parte daquilo que eu sou e luto cotidianamente para ser.

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segunda-feira, abril 10, 2006

História das Sociedades Americanas

O comércio mundial floresce à custa da América

1. Movimento de independência das áreas coloniais americanas.
  • Período: Final do séc. XVIII e início do XIX ( 1775 - 1825 )
  • Causas:
  • Crise geral da sociedade européia,
  • Conflito de forças econômicas e sociais,
  • Luta de classes:

Nobreza feudal que defendia a ampla utilização das terras e a servidão da mão-de-obra camponesa.

---- versus -----

Burguesia, sobretudo a manufatureira que dominava o capital industrial, que defendia a liberação de capital e mão-de-obra, com a finalidade de incrementar a atividade industrial e transformar os trabalhadores em operários assalariados.

2. Situação da burguesia nas metrópoles européias no período citado:

  • Inglaterra: a burguesia era a classe dominante desde o início do séc. XVIII, onde seus interesses se articularam com os do Estado Liberal, fazendo-se ouvir as primeiras vozes a defender as liberdades de produção, de comércio, navegação e abolição do tráfico de escravos.
  • França: embora houvesse um setor importante da burguesia mercantil, a classe feudal era dominante no Estado absolutista. Para derrubá-la do poder foi necessário fazer uma revolução.
  • Países ibéricos: estrutura predominantemente feudal. O pouco significativo setor mercantil dependia do Estado.

3. Características das colônias européias nas américas:

  • Colônias inglesas setentrionais e centrais - colônias de povoamento:
  1. ocupadas por pequenas e médias propriedades,
  2. produziam, principalmente para o consumo local,
  3. presença de pequenas indústrias e atividades extrativas ( madeira ) e pesqueiras, não tendo praticamente vínculos de dependência com a metrópole,
  4. intensa vida intelecutal nos centros urbanos do litoral,
  5. beneficiadas pela política inglesa de Negligência Salutar.
  • Colônias inglesas do sul- colônias de exploração:
  1. agricultura extensiva e de exportação ( tabaco, algodão ),
  2. classe de grandes propietários rurais,
  3. trabalho de numerosa mão-de-obra escrava,
  4. processo de independência conduzido pela burguesia do norte - capitalista ( Nova Inglaterra ),
  5. aristocracia rural muito ligada economicamente à Inglaterra e contrária à independência.
  • Colônias francesas, portuguesas e espanholas em seu aspecto geral:
  1. predominantemente monocultoras e de trabalho escravo.
  • Colônias espanholas:
  1. estrutura social mais complexa que as áreas de escravidão negra,
  2. cargos de dirigentes do aparelho do Estado ( administração, Justiça, Exército e Igreja): ocupados por elementos metropolitanos,
  3. classe que controlava os meios de produção ( terras e minas ) ou compunham a burguesia mercantil de ideologia liberal: criollos - brancos nascidos na América,
  4. Produtores independentes (artesãos) e assalariados urbanos: mestiços,
  5. campesinato das grandes propriedades rurais ou trabalhadores das minas: a massa indígena,
  6. sistema de encomienda predominante à escravidão negra.