Esse sou eu...

Ando descobrindo meu País.
E se um dia fui moleque frágil.
Ingênuo.
Pouco consciente de mim.
Hoje, sou o banto forte do Sérgio,
O português barroco do Gilberto,
O potiguar guerreiro do Darcy.
A retórica é o meu dom.
Nela construo um abrigo de palavras,
E um castelo de argumentação.
É dali que leio o mundo.
Viro um deus julgando a cidade.
Exilado nas terras do coração.
Na verdade sou apenas humano.
Demasiado humano!
Palhaço de um dramaturgo inglês.
Defensor de éticas e valores.
Escravo de instintos.
Da contradição um freguês.
Mas o amor me redimiu,
Perdoou, entendeu.
Libertou e prendeu.
Veio branco, sorriso largo,
Calmo, manso,
Decidido e venceu.
Construiu uma jaula confortável
Donde, as vezes, triste
Observo a vida passar.
Porque sou do mundo.
Não possuo terra.
Não tenho lar.
E de noite... insone,
Sou apenas um apavorado:
Com o preço que hei de pagar.


1 Comments:
Adorei sei blog estou indo para Dublim em setembro grande abraço
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