Sobre ética e outras notícias
As normas éticas, segundo o professor e jurista Miguel Reale, não envolvem apenas um juízo de valor sobre os comportamentos humanos, mas, culminam na escolha de uma diretriz considerada obrigatória numa sociedade. O fazer jornalístico, nesse contexto, sempre foi a expressão de um complexo processo de opções valorativas da elite que detém o poder político-econômico e, conseqüentemente, a posse dos meios de comunicação social.
Uma sociedade, portanto, não é ética por decreto. Torna-se ética no transcurso de um processo contínuo e ininterrupto, dentro do qual realiza constantemente opções de conduta e valores, os quais adota e transmite às gerações, através da escola, da família e de outras instituições. Condutas e valores revelados, principalmente por meio das relações interpessoais, no trabalho, na rua, no trânsito e em qualquer situação cotidiana, na qual se atenta para o respeito ao outro.
Para os produtores de notícias, por exemplo, pouco adianta estabelecer um código de ética, quando os jornais e seu donos pertencem a uma teia, cuja função é manter o satus quo daqueles que representam. E o fazem, é claro, a partir da norma de conduta e das opções valorativas realizadas por esta elite, mais preocupada com o avanço do seu poder do que com a ética das suas ações.
Nisto resulta um Jornalismo no qual parece ter-se generalizado a opção pelo bem individual ou oligárquico, em detrimento do bem coletivo. Uma atividade reduzida, apenas, a mais um instrumento de manipulação das massas, numa verdadeira guerra entre grupos econômicos e políticos pela sedução do gado para o seu curral. Mera reprodução da opção contra-valorativa e, portando, de má conduta ética no exercício da profissão de jornalista.
O jornalismo bem feito e bem apurado, imparcial porque comprometido com o interesse da comunidade; esse é capaz de ouvir todas as vozes e versões envolvidas no fato. Esse fez uma opção valorativa calcada na consciência da importância decisiva de sua função para o desenvolvimento da sociedade em sua totalidade.
A democratização dos meios de comunicação social vem a contribuir para o fortalecimento deste Jornalismo. É urgente a capacitação e participação de novos atores no cenário da comunicação social. Profissionais que representem outros setores da sociedade civil organizada, mais preocupados e comprometidos com a conduta ética e com o bem da coletividade.
Como consequência, sem a imposição de qualquer código de ética, uma nova conduta profissional será ressaltada, e, no lugar de matérias descaradamente tendenciosas, por vezes acintosas à inteligência do leitor ou do telespectador, outro jornalismo e outras notícias aparecerão em nossos jornais, refletindo as opções valorativas de uma sociedade que decidiu dizer não ao atraso.
Uma sociedade, portanto, não é ética por decreto. Torna-se ética no transcurso de um processo contínuo e ininterrupto, dentro do qual realiza constantemente opções de conduta e valores, os quais adota e transmite às gerações, através da escola, da família e de outras instituições. Condutas e valores revelados, principalmente por meio das relações interpessoais, no trabalho, na rua, no trânsito e em qualquer situação cotidiana, na qual se atenta para o respeito ao outro.
Para os produtores de notícias, por exemplo, pouco adianta estabelecer um código de ética, quando os jornais e seu donos pertencem a uma teia, cuja função é manter o satus quo daqueles que representam. E o fazem, é claro, a partir da norma de conduta e das opções valorativas realizadas por esta elite, mais preocupada com o avanço do seu poder do que com a ética das suas ações.
Nisto resulta um Jornalismo no qual parece ter-se generalizado a opção pelo bem individual ou oligárquico, em detrimento do bem coletivo. Uma atividade reduzida, apenas, a mais um instrumento de manipulação das massas, numa verdadeira guerra entre grupos econômicos e políticos pela sedução do gado para o seu curral. Mera reprodução da opção contra-valorativa e, portando, de má conduta ética no exercício da profissão de jornalista.
O jornalismo bem feito e bem apurado, imparcial porque comprometido com o interesse da comunidade; esse é capaz de ouvir todas as vozes e versões envolvidas no fato. Esse fez uma opção valorativa calcada na consciência da importância decisiva de sua função para o desenvolvimento da sociedade em sua totalidade.
A democratização dos meios de comunicação social vem a contribuir para o fortalecimento deste Jornalismo. É urgente a capacitação e participação de novos atores no cenário da comunicação social. Profissionais que representem outros setores da sociedade civil organizada, mais preocupados e comprometidos com a conduta ética e com o bem da coletividade.
Como consequência, sem a imposição de qualquer código de ética, uma nova conduta profissional será ressaltada, e, no lugar de matérias descaradamente tendenciosas, por vezes acintosas à inteligência do leitor ou do telespectador, outro jornalismo e outras notícias aparecerão em nossos jornais, refletindo as opções valorativas de uma sociedade que decidiu dizer não ao atraso.


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